Solte quase qualquer arquivo de áudio e receba um MP3 de 128 kbps — a taxa de arquivo pequeno, e a certa para voz. Sem cadastro, sem marca d'água, sem limite de quantidade.
128 kbps dá ao codificador 16 kilobytes por segundo, e esse número é todo o caráter da taxa. Para uma voz sozinha numa sala silenciosa, sobra: a fala ocupa uma faixa estreita e comprime bem, e é por isso que feeds de podcast e audiolivros vivem aqui há duas décadas. Para música, é a taxa em que o MP3 começa a mostrar o serviço.
Use para tudo que é principalmente fala — podcasts, entrevistas, aulas, sermões, audiolivros, gravações de voz, ligações. Use quando o arquivo precisa trafegar por uma conexão lenta ou com franquia, ou cair num aparelho sem espaço sobrando. E use quando a quantidade de arquivos importa mais que qualquer um deles: nessa taxa, um audiolivro de oito horas é um download, não um projeto.
128 kbps são 16 KB por segundo: 960 KB por minuto, 57,6 MB por hora. Uma música de quatro minutos fica em torno de 3,8 MB. Um audiolivro de oito horas chega perto de 460 MB — contra uns 5 GB da mesma gravação em WAV estéreo de 16 bits, e é por isso que ninguém distribui audiolivro em WAV.
O que importa saber é o que essa taxa faz com música, e onde. O MP3 a 128 kbps falha primeiro no ruído de alta frequência: pratos e chimbais ganham um brilho metálico, palmas e chuva viram um chiado rodopiante, e caudas longas de reverb ficam granuladas ao sumir. Uma gravação de voz quase não tem nada disso, e é exatamente por isso que a mesma taxa é transparente num podcast e evidente num disco ao vivo. Se o material é música que você quer guardar, codifique o original numa taxa maior e faça do arquivo de 128 kbps uma cópia dele, não o contrário.
Para fala, quase sempre — um podcast, uma entrevista ou um audiolivro a 128 kbps é difícil de distinguir da origem em qualquer sistema comum de escuta. Para música, é a taxa em que a compressão fica audível nas partes difíceis, então é uma boa cópia de viagem e um mau original.
Sim, em algum grau — o MP3 tem perdas em qualquer taxa e 128 kbps descarta mais. O quanto você percebe depende inteiramente do material: num arquivo falado, quase nada; numa gravação ao vivo cheia de pratos, bastante.
Não. O que o codificador tirou foi embora, e uma conversão posterior para uma taxa maior só produz um arquivo maior com o mesmo áudio. Guarde o original se um dia puder querer uma cópia melhor.
A 960 KB por minuto, uma hora de áudio dá 57,6 MB e um audiolivro de oito horas cerca de 460 MB. As mesmas oito horas em WAV estéreo 16 bits a 44,1 kHz seriam uns 5 GB, e a 320 kbps cerca de 1,15 GB.
Qualquer um destes: MP3, WAV, FLAC, OGG, AAC, M4A, WMA, Opus e AIFF, até 200 MB por arquivo. A saída é sempre um MP3 a 128 kbps constantes.